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Esse blog está um santa bosta! Dando pau o tempo todo e com o sistema indisponível. Talvez eu mude de hospedeiro.
Escrito por Christiane às 07:40:03 AM
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Quando eu falo....
Meu telefonema hoje de manhã para o serviço de atendimento do UOL.
-Alô, bom dia. É o seguinte, desde 5a. feira à noite que eu não estou conseguindo acessar meu blog, postar e o contator de acessos enlouqueceu.
-Ah, provavelmente é o seu navegador que ficou desatualizado. (An-ham). Não há problema algum com os nossos serviços de blog e fotolog. Estão funcionando normalmente.
Desliguei o telefone quando percebi que ele não iria resolver meu problema. Quinze minutos depois, o blog estava funcionando perfeitamente. Por que não falar a verdade e dizer que o serviço estava com problemas? É essa mania irritante que as empresas têm de sempre culpar o cliente por tudo. Saco!
Escrito por Christiane às 12:01:18 AM
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Breve explicação com relação ao diálogo que se travou entre mim e o chefe ontem.
A tradução ou versão juramentada tem de ter uma formatação padrão, é cheia de regras absurdas (por exemplo, é terminantemente proibido colocar ponto depois da data. Eu gostaria muito de saber qual é o problema, mas enfim...). E aí, uma das regras é escrever no cabeçalho próprio da tradução juramentada o número do livro, da página e da tradução em si (só quem pode nos dar esses números é o tradutor juramentado – meu chefe). Uma das funções do revisor é nunca, jamais, em tempo algum, nem que chova canivetes, esquecer de preencher os números da tradução (se o revisor entrega uma tradução juramentada pro chefe sem esses números, é esporro na certa).
Agora vamos ao diálogo de ontem (eu, batendo na porta da sala dele, após rever uma tradução do Charlie):
Eu: ¨Paulo, com licença, você poderia me dar os números da tradução?¨
Chefe: ¨Não!¨
Como assim, não??? Bom, então tá, né?
Escrito por Christiane às 11:30:23 AM
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SENTA QUE O POST É LONGO
Não sei se os caros leitores concordam comigo, mas a cada dia que passa (e quanto mais livros leio, filmes assisto e músicas ouço), chego à seguinte conclusão: a criatividade dos autores, roteiristas/diretores e compositores subiu no telhado.
Hoje em dia, os escritores, por exemplo, adotam uma estrutura de narrativa e seguem com a mesma estrutura para o resto dos seus dias! É inacreditável!
Não se trata de estilo, mas da estrutura narrativa propriamente dita. Os livros do Dan Brown, por exemplo, são basicamente iguais. Trocando os nomes dos personagens e o pano de fundo da história, tem-se a mesma estrutura: a mocinha esperta que sempre se salva das piores armadilhas, o mocinho, investigador da situação de suspense, que acaba com ela no final, a reviravolta inesperada, onde se descobre que o vilão é o personagem que parecia ser ¨do bem¨ no começo da trama e a boa-fé e ingenuidade do que se acreditava ser o vilão no começo da história. Pronto. Em poucas linhas, descrevi os quatro livros dele.
O Irvin Yalom (¨Quando Nietzsche chorou¨ e ¨A cura de Schopenhauer¨ é sibulutamente a mesma coisa: os dois livros descrevem a relação médico-paciente entre duas figuras eminentes em suas profissões. Se tirar o Nietzsche e colocar o Julius e tirar o Dr. Brauer e colocar o King, pronto. É a mesma coisa.
Com relação aos filmes, então, nem se fala! Como diria o Fábio, a cada seis meses, é lançado um filme em que a mãe troca de lugar com a filha ou o homem troca de lugar com a mulher, os dois se olham no espelho e dão um grito. Agora, depois de ¨O Sexto Sentido¨, virou moda, nos filmes de ¨fantasmas¨, o personagem que só se dá conta que morreu no fim da história.
Na música, idem. Sempre ouço comentários de que as melhores músicas (de todos os compositores/cantores) são as mais antigas, até o início dos anos 90. Não é à toa que se tenta, desesperadamente, fazer ¨revivals¨ das bandas a toda hora (vide Capital Inicial, RPM e outros). O povo da Jovem Guarda então...Imaginem a Wanderléia, aos 70 anos, usando minissaia, mexendo a bundinha pra cá e pra lá, com a mãozinha, cantando ¨Senhor, juíííííízzz, pare, agoraaaaaa¨!
Eu (e centenas de pessoas) sabemos cantar de cor quase todas as músicas do Chico Buarque, Caetano, Gil, Lulu Santos, Roberto Carlos e outros que fizeram sucesso nos anos 80 e 90, mas alguém sabe a letra da música mais recente de algum deles? Eu, não.
Realmente, não sei o que acontece, mas que a criatividade desse povo subiu no telhado, subiu. E o pior é que tá chovendo e o telhado está escorregadio. É melhor chamar uma ambulância!
Escrito por Christiane às 12:55:30 AM
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GOSTEI NÃO
Vocês sabem quanto eu gosto e me divirto com os livros do Dan Brown, né? Pois é. Mas devo confessar que o ¨Ponto de Impacto¨me decepcionou um pouco.
Óbvio que a história é interessante em muitos momentos, tem muito suspense e tal (que eu adoro), mas, em muitos trechos, a narrativa se torna cansativa, principalmente quando ele começa a descrever a constituição de rochas oceânicas, citar elementos químicos etc. Muito cansativo.
Algumas pessoas me disseram que era o melhor dos quatro, mas eu, sinceramente, achei o pior deles. Enfim...comecei a ¨Cura de Shopenhauer¨ (ainda estou na página 26), mas me pareceu interessante so far.
Hoje foi o último dia do Workshop. Amanhã eu comento.
Categoria: Filmes, livros e música
Escrito por Christiane às 09:46:36 PM
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IN AND OUT
Acabei ¨Ponto de Impacto¨ e comecei ¨A Cura de Schopenhauer¨ (Irvin Yalom). Depois eu comento. Atrasadíssima para o trabalho.
Categoria: Filmes, livros e música
Escrito por Christiane às 08:37:49 AM
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O workshop está sendo muito elucidativo pra mim, que sempre tive dificuldade nas traduções de termos jurídicos. O material vai ser muito útil daqui pra frente.
A professora é gente boníssima e a turma parece ser legal. Digo ¨parece¨ porque todo mundo entra mudo e sai calado, ninguém fala quase nada durante 4 horas, mas todos têm umas caras bem simpatiquinhas (à exceção do chefe dinossauro, logicamente).
Estávamos debatendo algumas expressões e falamos sobre o excesso de sigilo que as empresas que lidam com marcas, patentes etc exigem de seus funcionários, e chegamos à conclusão de que isso se tornou necessário a partir do momento em que tudo começou a ser plagiado de maneira absurda. E aí, alguém na sala comentou que uma empresa alemã registrou o nome ¨rapadura¨, e nós temos de pagar a eles pra poder usar esse nome, que tal? Neguinho é muito esperto mesmo...
Ah...Jay, parabéns por ontem. Vanessa, parabéns por hoje.
Escrito por Christiane às 08:40:59 PM
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(Esse post, eu escrevi ainda na Holanda, mas deu vontade de postá-lo hoje pra vocês).
NINGUÉM VIVE SEM DIMINUTIVO
Eu, como lingüista que sou... (sim, SOU lingüista! Todas as pessoas do mundo que se formam na faculdade recebem um título auto-explicável. Quem faz comunicação é jornalista, publicitário ou relações-públicas, quem faz direito é advogado, quem faz medicina é médico, quem estuda psicologia é psicólogo. Agora, eu, que fiz Letras, sou o quê? Bacharel em Letras! E que diabos significa isso? Bacharel, o escambau! Estudei lingüística e tudo o que se refere à língua. Sou, portanto, lingüista, sim senhor!).
Pois bem, como lingüista que sou, tenho por hábito fazer comparações lingüísticas. Na verdade, não é um hábito, é praticamente uma necessidade, como a de respirar. É só eu começar a estudar um pouquinho que seja sobre uma língua que começo a fazer mil comparações e perceber a unidade lingüística que sempre se pode identificar entre as línguas (pelo menos entre as das ramificações latinas e anglo-saxônicas do Indo-Europeu. O russo, por exemplo, advém da ramificação eslava do Indo-Europeu, e as línguas orientais advêm de outras famílias lingüísticas, como o Altaico (no caso do Japonês e do Coreano. O chinês vem de uma outra família que eu sibulutamente não lembro o nome). Não me perguntem como é que eu sei disso. Provavelmente, algum professor da faculdade, em alguma aula de português, nos deu a informação e eu absorvi. Arre!
Estava eu perdida em meio às minhas elucubrações lingüísticas quando me dei conta de algo revelador: não existe vida na Terra sem o diminutivo! Quem de vocês conseguiria ficar uma hora sem dizer uma palavra no diminutivo? Impossível, não dá!
-Só um minutinho.
-Vou ali rapidinho.
-Ai, meu dedinho tá doendo.
-Pode me fazer um favorzinho?
-Que bonitinho!
-Que gracinha!
-Coisinha mais fofa!
-Tchauzinho (até 'até loguinho', eu já ouvi. Coisa mais cafona!)
-Hum...uma carninha, farofinha, feijãozinho...
Enfim, os exemplos seriam infinitos!
Pois em holandês acontece a mesma coisa. O diminutivo deles é feito pelo sufixo '-je' (lê-se 'iê'). E eles colocam esse '-je' em sibulutamente TODAS as palavras! Nas placas do supermercado, por exemplo, eu até agora não vi a palavra 'brood' (pão) escrita em lugar algum. É sempre 'broodje' (a pronúncia é algo semelhante a 'broutche', sílaba tônica no 'o'). 'Eu tenho um presente pra você' vira 'Ik heb een cadeauje voor jou'. O tíquete do tram é o 'kaartje'.
Que ironia, né? Uma sufixozinho de nada, cuja função é exatamente 'diminuir', 'minimizar' a intensidade das coisas, ser tão fundamental pra gente. Coisas da vida. Ai, ai.
Beijinhos!
Escrito por Christiane às 08:50:05 AM
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PIPOCA, CHOCOLATE E FILMINHOS
¨Munich¨ é muito chatinho, longo demais, várias cenas arrastadérrimas, mas com passagens interessantes.¨Rumor has it¨ (¨Dizem por aí¨ - Jennifer Aniston, Kevin Costner e a sempre tudo de bom Shirley McLaine) poderia ser muito mais divertido, mas o diretor não foi feliz. A Jenny é até bem engraçada, leva jeito pra comédia. O Kevin Costner é sempre um colírio para os olhos (o tempo passa, e ele, diferentemente do Richard Gere, fica melhor), e a Shirley McLaine....Ah, a Shirley McLaine! Rouba T.O.D.A.S as cenas em que aparece. Hilária!
A safra de filmes anda muito fraquinha, realmente. Não me lembro qual foi o último grande filme que vi (talvez ¨Sobre meninos e lobos¨, ¨O operário¨ ou ¨A queda – as últimas horas de Hitler). Espero, ansiosamente, pela estréia mundial do ¨The Da Vinci code¨ (¨O código Da Vinci¨), em maio. Aposto que vai ser um filmaço!
Aliás, por falar em Dan Brown, estou acabando o ¨Deception Point¨ (¨Ponto de Impacto¨). Depois eu comento.
Categoria: Filmes, livros e música
Escrito por Christiane às 10:51:16 PM
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Minhas articulações do pulso doem (antes que algum engraçadinho me venha com piadinhas, não é de velhice – ainda – mas de digitar o dia inteiro), meus músculos do braço e antebraço doem (de passar 8 horas na mesma posição), minha bunda fica dormente de sentar durante 8 horas naquela cadeira desconfortável. Em suma: desacostumei a trabalhar! Foram tantos anos desempregada que estou precisando de um período de readaptação. Engraçado, né?
Tô cansada, exausta, mas tô feliz de voltar a ter uma rotina de gente decente, trabalhadora. Afinal, eu sou brasileira e não desisto nunca (an-ham)!
Mas ainda bem que só faltam alguns meses para as minhas férias, alguns dias para o Carnaval e algumas horas para a sexta-feira!
Bom fim de semana!
Escrito por Christiane às 02:19:36 AM
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Uorquichópi
O negócio é o seguinte: ando morrendo de preguiça de sentar pra escrever, provavelmente por causa do cansaço. Passo o dia inteiro traduzindo textos chatérrimos, na sua maioria, e o que menos quero quando chego em casa é sentar pra escrever qualquer coisa.
O trabalho tá indo bem, à exceção dos esporros diários do chefe dinossauro (o meu consolo é que os esporros diários não são só pra mim).
Na segunda começa um workshop de 3 dias sobre Tradução de Termos Técnicos, que o chefe dinossauro sugeriu sutilmente (lê-se ¨mandou¨) que a gente fizesse. 600 reais (50% pagos pela empresa)! E eu, que ainda nem recebi o primeiro salário, tive de morrer em 300. Mas acho que vai ser bom. Depois eu conto.
Categoria: Trabalha, nêga, trabalha!
Escrito por Christiane às 02:59:31 AM
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Meu perfil
Holanda, Zuid Holland, Den Haag, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Livros, Cinema e vídeo, Música MSN - simyss@terra.com.br
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