Alstublieft!


 

Entao, cheguei. Feliz por já ter revisto algumas pessoas e saber que ainda vou rever outras, mas sentindo muita falta da Holanda, dos meus tios, do tram, de Scheveningen, dos meus amigos de la, da limpeza das ruas, do silencio, da falta de pivetes e mendigos...Ai, o primeiro mundo! Tinha me esquecido do quao estressante pode ser andar pelas ruas daqui. Pivetes nos abordando e chamando a gente de tia (coisa mais irritante), as pessoas dirigindo alucinadamente, aquelas pessoas chatas distribuindo filipetas (te empurrando aqueles papeis guela abaixo). Arre!


A viagem trascorreu sem maiores problemas, tirando a dor no ombro que estou sentindo ate agora pelos 30 quilos que vim carregando nas costas.


Esse post e so pra dar um alo. Depois escrevo com mais calma.


Beijos


PS. Desculpem pela falta de acentos, mas o laptop da minha mae os comeu todos!








Escrito por Christiane às 04:18:34 AM
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Último post holandês desta temporada (com um aperto no coração enorme)

 

 

Malas (pesadérrimas, entupidas de coisas) prontas. Lá vou eu de volta pra Terrinha. Se estou feliz? Por um lado, claro. Vou rever todo mundo, fugir do inverno daqui e tomar muita água de coco e suco de manga no verão daí. Mas, por outro, estou morrendo de pena de voltar. Principalmente agora que já estava começando a ter uma vida social mais movimentada.

 

Ontem me despedi do meu parceiro tram 9 (dei o último calote também. Não paguei a passagem de ida e volta ao Centro). Fui dar um tchauzinho à V&D e à Blokker (as lojinhas onde costumava passar algumas horas) e tomei meu último Cappucino no Café da Bijenkorf.

 

Vou sentir saudade da casa, dos meus tios, do meu quarto, do jogo das caixas da Raí Uno na televisão, da coca light decaf, de Scheveningen, das aulas de Holandês... Por outro lado, vou poder tomar banhos intermináveis no chuveiro decente da casa da minha mãe e não vou mais ter que suportar o cheiro de maconha que vem do quarto do Matijs à noite.

 

Despedidas sempre partem meu coração. Agora com licença que eu vou embalar meu laptop.

 

Inté!



Escrito por Christiane às 01:44:41 PM
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Ontem fui jantar com Martin e o Leon (irmão dele), que quiseram se despedir de mim antes da viagem.

 

Fomos a um restaurante cubano chamado Havana. O lugar é um charme! Animado, decoração bonita, comida gostosa, tudo muito bom.

 

Às 22:30h, eles retiram as mesas centrais e o lugar vira uma boate. Infelizmente não pudemos ficar porque o Leon tinha de voltar para Delft e eu tinha que vir pra casa esperar pelos meus tios, que chegaram ontem da França.

 

Ah, São Pedro continua mandando ver: ontem de madrugada fez 1 grauzinho!

 



Escrito por Christiane às 05:18:52 PM
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Como disse no post sobre os meus defeitos, estou cada vez mais convicta de que quem não sabe escrever um bom texto deve se comunicar pela linguagem de sinais. Imperdoável que quem cometa esse tipo de erro seja um escritor renomado, milionário, famoso em centenas de países e, principalmente, faça parte da ABL.

 

É o fim dos tempos!



Escrito por Christiane às 06:16:36 AM
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Canja de galinha e um bom português não fazem mal a ninguém

 

 

 

Minha amiga Paula, a leitora mais assídua do blog, me perguntou a respeito da regência do verbo "precisar".

 

Paulinha, essa é uma questão um tanto controversa entre os gramáticos. Em Portugal, usa-se a preposição "de" após o verbo "precisar" ("preciso de fazer", "preciso de telefonar"). No Brasil, a variação mais comum é sem preposição quando o verbo vem seguido de outro verbo no infinitivo ("preciso fazer", "preciso telefonar"), embora alguns gramáticos considerem errônea a construção sem a preposição.

 

Trocando em miúdos, o uso ou não da preposição "de" após o verbo "precisar" (quando seguido de outro verbo no infinitivo) fica por conta do freguês.

 

Agora, pelamordedeus: "eu tenho DE fazer" e "eu tenho DE telefonar". "Ter que" nunca! "Que" não é preposição, portanto não rege verbo algum!!!! Em frases como "Muito tenho que fazer", o "que" é pronome relativo e exerce a função de objeto direto do verbo "fazer", mas nunca, jamais, em tempo algum exerce papel de preposição. Obrigada.



Escrito por Christiane às 05:47:12 AM
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Paulinha,

 

A resposta para o seu comentário impublicável é a seguinte: não sei (risos)! Por enquanto, acho que não. Quem sabe um dia?



Escrito por Christiane às 05:33:42 AM
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Fui ao cinema com meu amigo Martin (half Brazilian, half Dutch) ver "In her shoes", com a Cameron Diaz, Toni Collette e Shirley Maclain (elegantérrima!). O filme é legalzinho, mas a maior surpresa de todas foi ver o novo comercial do Chanel No. 5, com a Nicole Kidman (que está mais linda do que nunca no comercial). Adivinhem quem contracenava com ela? Exatamente, Rodrigo Santoro (mais lindo do que nunca também). Meu queixo caiu quando vi o Rodrigo Santoro em telonas holandesas.

 

Depois fomos fazer um lanchinho e bater um papinho. Programinha light muito gostosinho.

 

Beijinhos!



Escrito por Christiane às 11:08:27 PM
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A quem interessar possa:

 

 

Meu vôo (0442 Air France) chega no Brasil às 07:40h da segunda-feira, dia 12 de dezembro.



Escrito por Christiane às 12:02:33 PM
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Ah, sim. Tenho fotos da Inglaterra pra postar, sim. Mas o ajeitador oficial de fotos entrou em greve. Quando ele voltar ao trabalho, eu posto.

 

Beijos



Escrito por Christiane às 06:08:07 PM
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Comecei a ler o livro novo do Dan Brown ('Deception Point'. 'Ponto de Impacto' em português). Ainda estou no começo, mas, pelo visto, é exatamente do mesmo gênero dos outros três (o que não acho ruim. Como literatura de ficção e entretenimento, cumpre seu papel).

 

Olha, eu vou falar... acho uma chatice esses pseudo-intelectuais que não leram os livros do sujeito e afirmam que não gostam (principalmente d' 'O código Da Vinci') pelo fato de os livros dele terem se tornado best-sellers. Uma atitude boba do tipo 'eu sou intelectual. Se a massa gosta, eu não posso gostar. Se é popular, eu não posso gostar.' Que bobagem!

 

Claro que cada um tem o direito de gostar ou não do que quiser. Mas afirmar que é literatura barata sem sequer ter lido? Eu, por exemplo, desde adolescente, tive uma certa implicância com o Paulo Coelho. Sempre achei que não se pode levar a sério alguém que afirma fazer chover. Mas sentei meu bumbumzinho na cadeira e li 'Brida' e 'O Alquimista' inteirinhos (lado negro do meu passado)! E hoje posso afirmar categoricamente: eu DETESTO Paulo Coelho (francamente, ABL! Com todo o respeito: no que esses imortais estavam pensando quando o admitiram???).

 

Voltando ao Dan Brown. As pessoas que o criticam afirmam que suas informações estão erradas, não condizem com a realidade. Minha gente, a obra dele é FICÇÃO!!! Quem quiser saber dados históricos e informações sobre a igreja católica que procure livros de história (como se os livros de história não deturpassem e omitissem os fatos. Alguém aqui estudou a Era Vargas ou a Ditadura Militar na escola? A única coisa que eu aprendi na escola, nas aulas de História do Brasil, foi o conto da carochinha de que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil por acaso. Convenhamos, francamente!). Mas isso é um outro papo.

 

Que fique bem claro que não fui contratada como garota-propaganda do Dan Brown e nem estou ganhando porcentagem pela divulgação, apenas estou expressando minha opinião.

 

Dat klopt!

 

E agora me dêem licença que eu vou ler meu livrinho!



Escrito por Christiane às 06:06:45 PM
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Paulinha e Sipla,

 

 

Sobre o post das sacolas: eu acho que o senso de economia deles é louvável. Fui um tanto irônica ao mencionar a generosidade dos brasileiros quando o cara da banca de jornal me ofereceu uma sacola pra guardar o chiclete.

 

Esclarecido?

 

Beijos, meninas!



Escrito por Christiane às 11:21:41 AM
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Detalhes da festa de aniversário

 

Ando meio relapsa com o blog, confesso. Mas, como dizem por aí, quem não tem nada interessante pra dizer que fique calado! Então, tá. Fiquei calada.

 

Bom, como prometi no post do dia 26 de novembro, vamos aos detalhes da festa de aniversário:

 

A festa foi em Delft, uma cidadezinha super charmosa pertinho de Den Haag (uns 20 minutos de carro). Eu vou sempre lá fazer compras com a minha tia no Makro. Delft é a cidade das porcelanas holandesas. Em todo o canto da cidade é possível comprar os souvenires de porcelana pintada de azul (moinhos, tamancos holandeses, canecas, cinzeiros, etc. Eu acho uma gracinha). É lá em Delft também que fica uma das mais importantes universidades da Holanda.

 

Bom, voltando à festa: estávamos eu, Martin, Letícia e o namorado dela no carro do Martin. A festa, organizada pelo irmão do Martin, Leon (que eu também conheci no Orkontro), era do pessoal da turma de mestrado dele e seria num barzinho com música e tal. Chegando no bar, vimos que se tratava de uma sala de aula gigante que tinha sido adaptada para se transformar em bar. Não tinha mesa nem cadeira (e eu, que detesto ficar em pé, comecei a ficar mal-humorada). Estava há hooooras sem comer nada (quando eu fico com muita fome, viro um perigo à sociedade. Fico num mal-humor que vocês nunca queiram ver), achando que a gente fosse pedir alguma coisa pra comer quando chegasse no bar...Ledo engano. Não tinha cardápio, a máquina de Capuccino estava com defeito e eu comecei achar que a minha escolha de passar o aniversário lá tinha sido um erro (Pelo menos tinha uma garrafa de coca light só pra mim. Prometi ao menino do bar que pagaria pelas pessoas que quisessem comprar um copo de coca light, caso ele dissesse que tinha acabado. Pô, eu que não bebo, ficar num lugar sem Capuccino, sem comida e sem coca light??? Num dá!!!!)

 

Eu já estava ficando tonta e sonolenta de tanta fome (deveria estar há mais ou menos 10 horas sem comer) quando tive uma visão do paraíso. O Leon, grande anfitrião que é, se preocupou com o fato de todo mundo estar bebendo sem comer nada e preparou uns biscoitos salclic com uma pasta de algo parecido com atum e serviu pra galera. Quando ele chegou com a bandeja na nossa roda, eu expliquei a minha situação pros meninos e pedi que cada um pegasse uns 10 daqueles canapés de salclic com atum. Era a única forma de eu não ter um ataque de hipoglicemia (eu já estava quase espumando de tanta fome).

 

Depois de alguns vários canapés de salclic com atum, consegui recobrar um pouco das minhas forças. O suficiente, inclusive, para pensar em dançar. Bom, fui pra pista e, modéstia à parte, foi um sucesso. Não sei explicar muito bem, mas eles dançam muito diferente da gente. Eles mexem mais o tronco, enquanto a gente mexe mais a cintura. Sei lá. Eu sei que, no momento em que comecei a dançar, todos perceberam que eu não era dali e vieram falar comigo, dançar comigo...Todos muito simpáticos, gentis, e faziam a maior festa quando descobriam que era meu aniversário.

 

No final das contas, depois dos canapés de salclic, a festa se transformou pra mim. Dancei até me acabar, me diverti horrores, ri de ficar com a bochecha doendo. Foi muito bom! Agora vamos à segunda parte no Brasil.

 

 

Beijos

 



Escrito por Christiane às 11:04:17 AM
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Novas curiosidades

 

 

 

Sacolas na Holanda são artigos de luxo. As de supermercado custam 20 centavos cada (e, se você não quiser pagar ou não tiver levado suas próprias sacolas de casa, vai carregar as compras na mão mesmo). Num bar, mercearia ou padaria, se você compra 3 ou 4 coisinhas, eles não te dão sacola (só se você pedir). Numa lanchonete a mesma coisa. Ontem comprei um sanduíche numa lanchonete aqui da esquina. O cara embrulhou o sanduíche num papel e me deu, assim, sem mais nem menos.

 

 

Ainda não consegui perceber o motivo real disso. Provavelmente, é a tão famosa visão econômica (lê-se 'pão-durice') dos holandeses. Em pensar que, aí no Brasil, fui comprar um chiclete Trident na banca de jornal e o cara me perguntou se eu queria uma sacola pra levar o chiclete (Juro por Deus!). O brasileiro é mesmo muito generoso!

 

 

 

Aqui não existem bancas de jornal. São lojas, como as de roupa. Você entra e tem um mundo inteiro dentro da loja: revistas de todos os tipos, em todos os idiomas, cartões-postais, cigarros, charutos, fumos de rolo, isqueiros, balas e chicletes, etc.

 

 

 

Uma mania que os holandeses têm (o europeu, de modo geral) e que me irrita muito é essa história de assoar o nariz. Eles assoam o nariz o tempo inteiro, a qualquer hora, em qualquer lugar, sob qualquer circunstância na maior naturalidade. E ainda fazem de maneira ruidosa, como se ficassem orgulhosos de suas vias respiratórias estarem entupidas com tanto catarro. Eu acho um nojo!

 

Sei que aqui, por causa do frio que faz, a gente fica com mais corisa, fungando o tempo todo (eu também fico), mas essa assoação de nariz toda poderia ser feita de forma mais sutil, assim, mais silenciosamente, pô! Outro dia, tava no trem, comendo um sanduíche, e a menina do meu lado começou a assoar o nariz de forma tão nojenta que fiquei enjoada e não consegui mais comer. Diferenças culturais, I know. Bom, pelo menos eles não arrotam depois que acabam de comer! Eca!



Escrito por Christiane às 12:40:18 PM
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Completando o post anterior.

 

O que fiz na Inglaterra foi muito pouco, pois passei exatas 24 horas lá.

Depois de ficarmos rodando pela cidade durante quase 2 horas de carro tentando achar o hotel, eu e Matijs (filho do meu tio) fomos comer num pub muito inglês chamado 'The Prince Albert'. Liguei pro escritório do meu pai e soube que ele estava out of town.

 

Minha vontade foi pegar minha mala e voltar pra Holanda (principalmente depois que vi o que era o quarto do hotel e o hotel em si), mas não tinha como. Passei as próximas 12 horas perambulando pelas ruas do centro de Londres. Fui ao Picadilly Circus, Oxford Street, Leicester Square...A decoração de natal da cidade está linda de morrer, mas achei Londres suja, pobre (vi até um mendigo). As estações do Metrô são hiper mal-conservadas, sujas, horríveis! As nossas estações do Metrô (pelo menos as da linha 1) são 1o mundo em comparação às londrinas.

 

É sempre bom voltar a Londres, mas, dessa vez, meu coração não disparou de emoção como das vezes anteriores (isso sempre acontecia cada vez que eu entrava na cidade).

 

Enfim, mundiça rules!



Escrito por Christiane às 03:23:59 PM
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