Alstublieft!


Como diz minha amiga Letícia, senta que o post é longo!

Dia muito negro! Péssimo, péssimo, uma santa bosta!

 

Acordei cedo, animadíssima, porque tinha combinado com a minha tia de irmos ao consulado britânico (em Amsterdam), levando os documentos que tenho daquele processo anterior (quem sabe do que eu tô falando sabe, quem não sabe, depois eu explico), pra poder dar entrada no pedido de reconhecimento de paternidade e, conseqüentemente, no meu passaporte inglês. Essa era a minha única esperança de conseguir ficar e trabalhar aqui na Holanda sem ter que voltar pro Brasil em dezembro (pelo que fiquei sabendo é praticamente IMPOSSÍVEL conseguir o visto de permanência e de trabalho – MVV – estando no país como turista. Eu posso entrar com o pedido aqui, mas terei que voltar ao Brasil na data da minha passagem para que, quando o visto seja expedido, eu me apresente no consulado holandês no Brasil e tenha meu passaporte carimbado).

 

Antes de sair de casa, resolvi ligar pro consulado britânico simplesmente pra saber se era necessário marcar um 'appointment' (sabe como são os ingleses, né?) ou se eu podia chegar lá e me consultar na hora com alguém. Foi quando tive a pior notícia de todos os tempos: eu não tenho direito ao passaporte inglês pelo simples fato de que meus pais não eram casados (de papel passado) quando eu nasci!

 

-'E daí, meu senhor? Eles tiveram uma relação de 9 anos!'

-'So sorry, mas seu pai não poderá lhe transferir a nacionalidade inglesa.'

 

Desliguei o telefone completamente tonta, sem chão. Chorei. De impotência! Não posso trabalhar aqui porque sou estrangeira. Não posso ter a mesma nacionalidade que meu pai porque ele não era casado com minha mãe...Que merda é essa? Cadê o lá de cima, tá dormindo? Tá na hora de acordar, meu filho!

 

Fui pra rua, passei o dia inteiro perambulando, pensando onde é o meu lugar nesse mundo...No Brasil, não pode ser. Não consegui nada que valesse à pena aí. Aqui, sob vários aspectos, sim. Mas pelo fato de eu não pertencer à comunidade européia, sou considerada um zero à esquerda.

 

O simples pensamento de ter que voltar em dezembro (pra esperar que o visto seja expedido) me apavora. Não me desfiz de tudo que era meu, trouxe todas as minhas roupas pra cá, fiz uma festa de despedida pra voltar 3 meses depois.

 

Ainda por cima, coisas muito estranhas aconteceram hoje. Primeiro: estava perambulando feito um zumbi pela galeria de Scheveningen, quando não mais que de repente, quem começa a cantar? Exatamente, Milton Nascimento (não me lembro exatamente qual a música. Acho que era 'Coração de Estudante', aquela música que, quando a gente ouve, dá vontade de sair matando todo mundo). Depois, cheguei em casa, liguei a TV, comecei a zapear, e o que estava passando no canal francês? Exatamente, Orfeu Negro (mostrava a Lagoa, a Portela, a Mangueira, muuuuuuuuiiito esquisito)! Aí, me entra o comercial holandês de uma cueca horrorosa, e qual a música de fundo? Exatamente: 'bom xi bom xi bom bom bom' (eu juro por Deus!). E eu só pude pensar que era um sinal mais do que óbvio de que estarei em solos brasileiros antes do que gostaria.

 

Quem foi que mandou eu voltar pro Brasil há 13 anos quando vim pela primeira vez? Naquela época era muito simples, bastava um responsável assinar uns papéis lá na imigração e pronto, não tinha essa burocracia toda. Nessa altura do campeonato, eu já seria PHD em holandês, provavelmente já teria comprado meu apê, me casado e estaria cheia de filhinhos lourinhos e de olhos azuis.



Escrito por Chris às 12:03:51 AM
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Se ódio matasse, conheço alguém que deixaria essa vida nesse minuto!

Fui numa tal boate em Rotterdam chamada Baja Beach Club. Deixarei os comentários para um momento em que eu esteja com menos vontade de comer o fígado do PRIMEIRO QUE ME APARECER PELA FRENTEEEE!



Escrito por Chris às 04:52:17 AM
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Champagne francesa e pinga não se misturam!

Quanto mais eu conheço as pessoas (e quanto mais pessoas eu conheço), mais eu tenho vontade de ir morar em Plutão (o mais longe possível!). É só isso o que eu tenho pra dizer! É isso que dá querer misturar caviar com mortandela (sic).



Escrito por Chris às 04:47:25 AM
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Dor de dente

Pois é, desde ontem um dos meus quatro sisos inclusos resolveu se manifestar, como faz uma vez por ano (porque eu não posso ter apenas um siso incluso, ou dois no máximo, como qualquer pessoa normal, mas tem que ser, obviamente, os quatro de uma vez). Não posso comer direito e a minha gengiva tá inchada e fica latejando. Chaaaaaaato...



Escrito por Chris às 09:17:31 PM
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'Crash'! Indeed...

Fui ver 'Crash' (não sei o nome em português. É o novo filme da Sandra Bullock, com o Matt Dillon). Eu sou daquelas que gostam dos atores, independentemente dos filmes, e eu adooooooro a Sandra Bullock (tanto nas comédias românticas quanto nos filmes de suspense, ação, como 'Velocidade Máxima' e 'A Rede').

 

Fiquei muito decepcionada. É mais um daqueles filmes que, durante 1 h e meia, mostram um monte de cenas desconexas e que, na última meia-hora, vão alinhavando as tramas paralelas.

 

A cena do acidente da mulher oriental (em que o carro dela capota e pega fogo) é uma das cenas mais angustiantes que eu já vi no cinema (e absolutamente desnecessária. O policial poderia ter se redimido de qualquer outra forma).

 

A Sandra Bullock só aparece em 4 ou 5 cenas rápidas e faz o papel de uma dondoca chata e deprimida.

 

Resumindo: desperdício de tempo e de 8 euros!

 

PS – Ainda por cima, nem pipoca pra vender no cinema tinha...e eu tive que ficar segurando a garrafinha de coca light durante 2 horas, porque aqui, país de primeiro mundo, não tem aquele lugar no braço da cadeira pra pôr o refrigerante! Francamente!



Escrito por Chris às 06:44:28 PM
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Esse é o cinema que eu fui (fica na Estação Central). Olha o que tava passando.

 



Escrito por Chris às 06:42:59 PM
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 Essa é a Estação Central de Den Haag.

 

 

 



Escrito por Chris às 06:41:13 PM
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Vou explicar porque tirei essa foto: a Vodafone é uma das operadoras de celular da Holanda. O 'v' em holandês tem som de 'f'. Logo, o nome da empresa é......É, pois é.   (Deve ser do mesmo dono do 'Culindo', lembram?)



Escrito por Chris às 09:18:29 PM
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Essa é a polícia montada. Eles andam pela cidade inteira nos cavalos. Às vezes, eu tô em casa e ouço os cavalos trotando aqui em frente ao prédio. Parece cidade do interior, muito engraçado!

 



Escrito por Chris às 09:15:03 PM
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2a aula no curso

Anteontem, terça-feira, foi a minha segunda aula no curso de holandês, depois de uma semana sem aula por causa das férias de outono.

 

Já deu pra sentir um pequeno progresso. A professora fez algumas perguntas (básicas, claro) pra gente já em holandês (as explicações são em inglês) e a maioria conseguiu entender e responder direitinho.

 

Num momento da aula, a professora foi explicar a diferença de ‘geen’ e ‘niet’ (como o ‘no’ e ‘not’ em inglês. Tipo: ‘I have no money’ e ‘ I do not have any money’). Ela perguntou se alguém sabia a diferença, e eu, metida que sou, me manifestei, expliquei a diferença e ainda dei exemplo: ‘Ik heb geen geld’ X ‘Ik kom niet met de auto’ (‘Eu não tenho dinheiro’ X ‘Eu não venho de carro’). Ai, como eu adoro não ser burrinha!!!

 

Depois do intervalo de 15 minutos, voltamos pra sala, mas a aula era interrompida de 10 em 10 segundos pela buzina escandalosa de uma mulher mais escandalosa ainda, que não podia tirar o carro dela da vaga porque tinha um outro atrás, bloqueando a passagem. Em vez de tentar saber de quem era o carro e pedir simplesmente que o dono o tirasse de trás do dela, ela decidiu buzinar freneticamente até o dono do carro aparecer.

 

Voltei pra casa andando com a Marlene, uma portuguesa, e a Myriam, francesa, que pegam o tram na estação ao lado da minha casa.

 

Ik hou het wel!



Escrito por Chris às 10:04:54 AM
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Olha o carro da polícia daqui, que mimoso, todo coloridinho...Antes que vocês me perguntem se tem ar-condicionado e calefação para os bandidos, EU NÃO SEI! Graças a Deus, ainda não entrei em um.

 



Escrito por Chris às 11:40:09 PM
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Coca light Decaf

Agora, em casa, eu só tomo coca light descafeinada, que compro em garrafas de 1,5 ltr. no supermercado. O rótulo é igual ao da coca light 'normal', mas cor de caramelo. Ainda não senti nenhum benefício em relação à light 'comum' pelo fato de ser descafeinada (o gosto também é igual), mas eu sou uma pessoa crédula e tomo, muito feliz por ter adquirido um hábito saudável dentre tantos outros ruins que tenho (como fumar e beber coca-cola).



Escrito por Chris às 01:36:45 PM
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Orkontro dos brasileiros

Ontem, depois de fazer uma faxina digna de primeiro lugar (meus tios estão chegando amanhã para uma mini-temporada de uma semana), fui pra Rotterdam, onde teve o ‘orkontro’ (encontro do Orkut) da comunidade de brasileiros na Holanda num lugar chamado Café Dizzy.

 

Cheguei na Estação Central de Den Haag pra pegar o trem, trem mesmo, intercity, não o bom e velho tram (bonde) de sempre, que só circula dentro da própria cidade.

 

A única vez que tinha andado de trem aqui na Holanda havia sido há 13 anos, em 1992, quando vim pra cá pela primeira vez (ah, meus 18 aninhos!) e meus tios ainda moravam em Dordrecht. Fui a Amsterdam de trem passar uma tarde, mas eu absolutamente não me lembrava dos procedimentos.

 

Enfim. Não foi lá tão complicado. Fui até à máquina pra comprar o bilhete (aqui não tem guichê onde se compra o bilhete com uma pessoa de carne e osso, tudo informatizado) e, graças a Deus, tinha a opção ‘English’ na tela.

 

O bilhete da segunda classe para Rotterdam custava 7 euros, e o da primeira, 11. Achei que 4 euros, pela satisfação de viajar (mesmo que por apenas 20 minutos) na primeira classe pela primeira vez em toda a minha vida, seriam muito bem pagos. Saquei meu super cartão da bolsa e comprei o bilhete, me sentindo muito 1o. mundo!!!

 

O trem já estava na plataforma, e os passageiros, embarcando. Do lado de fora de cada vagão, tem os números 1 e 2 (1a e 2a classe). Fui andando até achar o vagão que tivesse o 1 do lado de fora, cheia de pose, olhando pra ralé que entrava no vagão da 2a, me achando podre de chique (agora eu sei porque Deus nunca permitiu que eu ganhasse a megasena. Eu seria uma milionária insuportável)!

 

Pedindo informações aqui e ali e depois de andar algumas léguas, consegui chegar no tal lugar. Como não conhecia ninguém, fui passeando pelas mesas que já estavam ocupadas, assim, como quem não quer nada, inclinando a minha cabeça para o lado, com toda a discrição que Deus não me deu, na tentativa de ouvir se alguém falava português.

 

(continua abaixo)



Escrito por Chris às 12:23:05 PM
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Orkontro dos brasileiros

As pessoas foram chegando, e o grupo que se formou era bem simpático:

 

-Jan. De Natal. Mora em Rotterdam há 5 meses.

-Josi. De Fortaleza. Casada com um holandês e tem uma filhinha de 2 anos chamada Ashley. Mora em Rotterdam há 1 ano.

-Bebete. Do Sul. Há 9 anos na Holanda. Separada de um holandês, 2 filhos. Uma figura! Super falante e engraçada. Mora em Leiden.

-Peter, namorado da Bebete. Mora aqui em Den Haag.

-Carol. Não me lembro de que lugar do Brasil, acho que de SP. Casada com um holandês e mora em Rotterdam há 3 anos e meio.

-Tamis. De Fortaleza. Mora na Bélgica, mas veio fazer qualquer coisa aqui na Holanda ontem e foi ao encontro.

-Kátia. Não sei de onde e nem há quanto tempo mora aqui. Namora um holandês.

-Simone. De SP. Mora numa cidade cujo nome ela repetiu a tarde toda e eu não consegui decorar. Namora um holandês e mora aqui há 7 meses.

-Luis. Do Sul. Mora na mesma cidade da Simone (ele também repetiu o nome da cidade a tarde inteira e eu não consigo lembrar nem por decreto-lei). Mora aqui há 10 meses e está na Holanda a trabalho. (Eu e o Luis somos os únicos que não viemos pra cá pra ‘casar’).

 

O encontro foi animadíssimo. Tudo muito agradável. O único senão ficou por conta da menina do caixa, que ficou p. da vida porque todo mundo resolveu pagar a sua própria conta em separado e ela teve que refazer todos os cálculos. Ela arrancava o dinheiro das nossas mãos e jogava, literalmente, o troco em cima do balcão. Um doce de menina!

 

Às 6 da tarde, todo mundo se despedindo, e eu, Luis, Josi e Simone resolvemos dar uma esticadinha, ciceroneados pela Josi. Depois de andarmos uma meia-hora num frio que nenhum ser desse mundo merece, aportamos num outro café e ficamos de papo por mais umas 2 horas. Simone e Luis me chamaram pra ir numa boate em Bruxelas no sábado que vem com uma amiga dela brasileira. Meus pézinhos aguardam ansiosamente para se esbaldarem na pista de dança.

 

Os meninos me levaram até a Estação no carro do Luis, e eu tomei o trem de volta pra Den Haag.

 

Chegando na estação, peguei o meu companheiro tram 9 pra vir pra casa e ainda encontrei com um meio brazuca, meio holandês que eu tinha conhecido algumas semanas antes, indo pra Scheveningen. Fui pedir informação pra ele, ele perguntou de onde eu era, e (coincidência) ele também tinha nascido no Brasil, mas veio pra Holanda quando tinha 2 anos. Viemos batendo papo.

 

O dia foi excepcional, bem diferente da maioria dos dias mais ou menos que eu tenho passado aqui, tentando me entreter sozinha. Pela primeira vez eu tive uma amostra do que pode ser a vida aqui com um grupo de amigos legais. Muito me agradou essa perspectiva!!!

 

PS. Hoje, pela primeira vez, me arrisquei a ‘falar holandês’ na rua. Na hora de pegar o tram pra vir pra casa, fui até o condutor comprar o bilhete (meus tíquetes tinham acabado), bati no peito, cheia de mim, e soltei ‘Ik ga naar Javabrug, alstublieft.’ (Eu vou até a estação de Javabrug, por favor). O condutor entendeu, me deu o bilhete, o troco, e eu vim pra casa very proud of myself!.

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Escrito por Chris às 12:21:52 PM
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Olha a foto do orkontro. Não tá lá 100%, mas é o que deu pra arranjar. Da esquerda pra direita: Luis, Simone, Eu, Bebete, namorado da Kátia, Jan, Kátia, Tamis, Josi e Carol.

 



Escrito por Chris às 12:19:03 PM
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Fiesta brasileña, pero no mucho...

Fiquei sabendo, por uma das comunidades sobre a Holanda da qual faço parte no Orkut, que ia rolar uma festa brasileira (há uns dois sábados) num lugar chamado ‘salsaventura’, aqui em Den Haag. Pensei que seria uma oportunidade única de matar dois coelhos com uma única caixa-d’água (li essa pérola num dos infinitos e-mails que respondi dos clientes insatisfeitos da Revista Seleções): sair pra dançar (tava na secura) e ouvir música brasileira (pra matar um pouco da saudade). Combinei com um amigo holandês que conheci na comunidade e lá fomos nós.

 

Também dizia no site do tal lugar (que o meu amigo holandês traduziu pra mim) que iria ter um workshop de uma hora de danças latinas antes da festa em si. Fiquei toda animadinha.

 

Bom, chegando lá, descobrimos que o tal lugar era uma academia de dança de salão. O workshop foi legalzinho (eu só fiquei assistindo. Tava poupando a minha energia pra me esbaldar na pista de dança até às 5 da manhã, como costumava fazer aí). Embora morrendo de vontade de rir daqueles holandeses desengonçados tentando dançar salsa, mantive a classe. O professor era um negão charmoso (normalmente, não os acho nada charmosos, mas esse era mesmo) e tinha swing, como todo negão tem. Mas eu contando os minutos pra festa começar logo. Ficamos batendo papo, o Robert tomando caipirinha, e eu na coca light.

 

Enfim começa a tal festa. Que decepção! Na verdade, era um desses bailinhos de academia de dança de salão, em que as pessoas só dançam em pares e só toca aquele tipo de música típica de dança de salão (salsa, rumba, tchá, tchá, tchá, bolero, etc). Eu sou uma negação pra dançar em par, só sei dançar sozinha (como a gente dança nas boates, normalmente). O Robert é daqueles homens que acham que homem que dança ou é gay ou pagador de mico. Resultado: passei na noite toda assistindo àquele povo desengonçado, se achando os Fred Astaire e as Ginger Rogers.

 

De música brasileira, só tocou uma música chatérrima do terrasamba que eu não conhecia e um funk de um desses bondes não-sei-do-quê, que eu tampouco conhecia. No mais, toma de salsa, merengue e música cubana a noite toda. Cada vez que começava a tocar uma música cubana, me dava o ímpeto de levantar e gritar que ‘Cuba não fica no Brasil, seus burros’.

 

Festa brasileira, o escambau! Eles tinham é que ver as negonas da mangueira sambando pra saber o que é festa brasileira! Propaganda enganosa! Sorte a deles que eu não sabia o número do PROCON holandês! Mesmo assim, tirei umas fotinhos pra mostrar pra vocês.



Escrito por Chris às 10:39:53 AM
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Worshop

Olha que coisa mais engraçada....

 



Escrito por Chris às 10:38:46 AM
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A tal festa brasileira

Essa foto ficou um pouco escura, mas dá pra ter pelo menos uma noção.

 



Escrito por Chris às 10:37:44 AM
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Ice, please!

Aqui...Eu vou falar uma coisa...Qual a dificuldade de se colocar água nas forminhas de gelo e colocá-las no congelador?   ?    ??      ????   ?????????? (Repararam??????? ACHEI O PONTO DE INTERROGAÇÃO!!!!!!!!!!!!!)   ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? Não tava mais agüentando ver as minhas perguntas todas sem ponto de interrogação. Agora posso dar férias pras reticências. Elas trabalharam muito no último mês.

Bom, voltando (ando meio dispersiva, ultimamente)...Não há dificuldade alguma em encher as tais forminhas e colocá-las pra gelar, certo?  (? ? ?). Muito bem, ENTÃO PORQUE DIABOS NÃO EXISTE GELO NA HOLANDA?????? Não existe, é sério.

Aqui em casa, por exemplo, a geladeira-frigobar da minha tia está com o micro congelador abarrotado de frango ao molho de gengibre e não tem espaço nem para um cubinho de gelo, quanto mais pra uma forma inteira. Na maioria dos bares tem aquelas maquininhas em que você bota a moeda e a lata (ou a garrafa) cai. Nas lojas grandes de departamento (tipo C&A, V&D, Bijenkorf, Hema, etc), sempre tem um lugar para se fazer um lanche. Ontem, por exemplo, eu tava no Centro na hora do almoço e fui comer uma sanduíche de atum na lanchonete da Beijenkorf. Tava morreeeeeendo de sede, daquelas sedes que você pede a São Pedro que comece a chover pra poder beber uma gota de chuva. E eu sou um ser que simplesmente AMA comer gelo, mastigar gelo, beber T.U.D.O com gelo! Pois bem, peguei meu sanduíche (que só comi a metade, o pão tava tão duro que achei que pudesse morrer engasgada) e uma garrafinha de coca light, agradecendo a Deus por ele ser misericordioso e me conceder a bênção de uma coca light estupidamente gelada num momento de sede extrema (pensei como seria bom se todas as pessoas do mundo tivessem a mesma bênção: um prato de comida bem gostosa num momento de fome extrema. Mas isso é um outro papo...). Já procurei pelo maior copo disponível pra poder encher de gelo até a boca e me deleitar. Ficar lá sentadinha, no quentinho (nas lojas tem heating), matando minha fominha e com gelo à vontade pra poder mastigar, triturar, deixá-lo derretendo na minha boca...GELO! Pois é, achei a coca, achei o copo...e o gelo? Não tinha. Simplesmente não tinha! Perguntei pra atendente que servia os sanduíches onde poderia encontrar gelo, e ela me olhou com os olhos esbugalhados, como seu eu tivesse acabado de pedir bolinhas de LSD pra botar na minha bebida. O jeito foi roubar um pouquinho do gelo que eles colocam na bancada das bebidas, onde ficam as latinhas e garrafas, pra deixá-las geladinhas (meio anti-higiênico, eu admito, mas a necessidade faz coisas que vocês nem acreditam. E a minha necessidade de gelo naquele momento era extrema)! Mas peguei só umas três pedrinhas mínimas. Não deu nem pra mastigar, porque a chata da moça do caixa demorou pra me atender, e eu vendo aquelas míseras três pedrinhas de gelo no meu copo virando água. Quase chorei. Deu vontade de falar: 'ô, moça, dá pra me atender logo que meu gelo tá derretendo?'. mas achei melhor me controlar.

E ainda tem mais...quando você dá a sorte de encontrar um lugar em que sua bebida venha com gelo, é apenas uma pedra, UMA MÍSERA PEDRINHA de gelo. Tudo bem que a preocupação deles com a possível futura escassez de água no planeta seja grande, mas peraí...

Tudo bem, eu entendo que os holandeses vivem numa geladeira natural (é muito frio aqui, vocês não têm noção), não sintam essa necessidade de gelo que eu tenho, mas tem dó. Que saudade da super hiper mega geladeira chiquérrima da casa da minha tia Marilda, aquelas que têm uma bandejinha na porta, você coloca o copo, aperta em 'crushed ice', e, em fração de segundos, você tem um copo inteirinho de gelo triturado só pra você!

Beijos gelados.



Escrito por Chris às 11:18:13 AM
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Cadê...

Se alguém vir um ponto de interrogação perdido por aí, segura que é do meu laptop. Até hoje eu não sei onde ele foi parar...

Escrito por Chris às 09:29:54 PM
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Perrengue medonho

Outro dia passei por uma situação, digamos assim, kind of scaring lá em Schevenigen. Estava eu sentada no ponto do Tram (Tram halte, em holandês) número 9, às 11 h da noite, tentando me esquentar de todas as maneiras possíveis (se o povo daqui conhecesse o Candomblé, teria a certeza de que eu tava recebendo um santo, de tanto que eu tremilicava, pra tentar espantar o frio). Meus dedos das mãos estavam dormentes e meu nariz parecia que ia cair.

Bom, mas voltando...Estava lá eu sentada, distraída, pensando: 'Damn it, why the hell is this fucking tram late', quando, de repente, surgiram na minha frente três garotões (nos seus 20 anos), cada um com um pino daqueles de boliche na mão. Um deles chegou perto de mim, falando holandês, praticamente no meu ouvido. Quando eu me dei conta do que estava acontecendo, pensei: 'pronto, morri. Saí lá do Brasil pra vir morrer na Holanda'. Achei que eles fossem uma versão holandesa dos hooligans. Talvez a Holanda tivesse perdido a Copa do Mundo do boliche e eles saíram às ruas pra bater nas pessoas com aqueles pinos. Era um pino enooooorme e parecia pesado pacas. Uma porrada daquelas na cabeça seria morte instantânea. Comecei a suar frio, tentando raciocinar se era melhor dizer que 'desculpe, mas não falo holandês' ou se eu deveria dizer que era do 'Brazil, Pelé, Samba, Ronaldo, Rio de Janeiro', pegá-lo pela mão e começar a sambar daquele jeito retardado, típico de gringo, como fez o príncipe Charles com a Piná nos idos dos anos 80.

Acreditem ou não, tudo isso me passou pela cabeça em poucos segundos (no intervalo entre a pergunta em holandês do garoto, que eu absolutamente não entendi, e a minha resposta). Acabei optando por dizer que 'desculpe, mas não falo holandês' (quando me sinto numa situação de perigo, acho que Deus vai me dar um 'extra help' se eu for bem boazinha, disser a verdade e me mostrar ingênua).

Bom, no final das contas, eles não eram a versão holandesa dos hooligans e não estavam com aqueles pinos pra bater na cabeça de ninguém. Eram estudantes que tinham acabado de entrar pra faculdade e que estavam pedindo dinheiro pra poderem fazer a chopada (igualzinho aí no Brasil). Dei uma moeda de 50 c pra ele, que me agradeceu com um beijo na bochecha (how sweet!).

O que ele estava fazendo com aquele pino na mão eu não tenho a menor idéia, mas cheguei na minha casinha sã e salva, graças a Deus.



Escrito por Chris às 09:41:55 AM
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Maria

É um saco mesmo essa mania que os holandeses têm de fazer compras de supermercado quase todos os dias. Eles compram só o que vão comer naquele dia. Falta de noção!

A geladeira aqui da casa da minha tia é pequenininha, do tipo frigobar. Tem duas, mas mesmo assim, não cabe quase nada (as garrafas de leite, de coca-coca light e os potes imensos de iogurte light acabam com todo o espaço). Resultado: eu tenho que ir ao supermercado pelo menos três vezes por semana e carregar as sacolas atééééééé aqui em casa. E pra piorar a situação, eu sempre esqueço de levar as sacolas que tem aqui em casa e tenho que pagar 20 centavos por cada sacola pra poder trazer as compras.

E quem tem coragem de sair de manhã, num frio de 11oC, pra comprar o almoço...Eu, não!

Saudade  da noção de comodidade do Brasil, em que a gente faz aquelas compras enormes uma vez por mês, estoca tudo e não se fala mais no assunto.

 



Escrito por Chris às 09:27:09 PM
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Eerste dag

 

Olá!

Na semana passada, eu comecei o meu curso de holandês, mas fiquei tão empolgada em blogar as fotos pra vocês, que nem comentei direito. Então, vamos lá...

A escola é num prédio anexo à uma igreja. Os padres dão aulas lá durante o dia, e à noite, funcionam os cursos de línguas (tem aula de tudo lá...Russo, Árabe e até Português).

A minha professora (Mvrouw Thea Veeren) é muito simpática, mas parece entender de didática apenas na teoria, porque a aula dela é na base do quadro-negro. Enfim...

Na minha sala, tem um grupo de meninas da França, duas da Itália, umas quatro ou cinco da Polônia, uma da Espanha, uma da Venezuela, uma da Rússia e um garoto de Portugal. Ainda não falei com ele direito, mas é muito alentador poder falar português com um garoto chamado “Pedro” (simplesmente ‘Pedro’ e não ‘Johannes’, ‘Matijs’, etc).

Na primeira aula, a gente se apresentou pra turma:

Ik ben Christiane, ik ben pas drie weeken in Nederlands, ik spreek portugees en engels. Ik kom uit Brazilïe maar ik woon nu in Den Haag en ik werk ook in Den Haag.

Aquelas frases bobinhas de quem está começando a aprender uma língua (tipo ‘the book is on the table’). Quer dizer o seguinte: Eu sou Christiane, eu estou na Holanda há 3 semanas, eu falo português e inglês, eu venho do Brasil mas moro atualmente em Den Haag e também trabalho em Den Haag.

Por enquanto, é tudo o que sei falar, mas já consigo entender uma palavra ou outra (às vezes até frases inteiras) e já identifico várias palavras nos jornais. É meio estranho, depois de tudo o que já estudei, me sentir uma completa analfabeta, que é como me sinto aqui (risos). Mas, aos poucos, eu chego lá.

A foto aí de baixo é da minha escola (chama-se 'Aloysius College')

Beijos!



Escrito por Chris às 10:51:59 AM
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Esse é um teatro em Scheveningen chamado CircusTheater. Tá passando o Rei Leão lá. Até que eu me animaria em assistir, se não fosse em holandês (risos).

 



Escrito por Chris às 11:48:49 PM
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Micão

Galera,

Estou muito feliz com a participação de todos no blog. É muito divertido ler os comentários de vocês.

Vou falar de alguns micos que eu tenho pago por aqui.

Primeiro, em relação ao Tram (o bonde). Em cada estação, passa apenas um Tram (o que passa por aqui pela minha área é o de número 9, que é o que eu pego pra ir para o centro, para Scheveningen, para a estação central...). Apenas nas estações centrais e no centro da cidade passam os trams de números diferentes. Portanto, todas as pessoas que estão nas estações por onde só passa um único tram estão esperando esse tram. Por isso, se houver qualquer pessoa na estação, o condutor pára automaticamente, porque é claro que a pessoa está esperando o tram. Resumindo...não há a necessidade de 'fazer sinal' para o tram parar (pelo contrário, as pessoas te olham como se você fosse um ET).  É, né, pois é...e eu com o meu bracinho esticado, como se estivesse pegando um ônibus na Av. Rio Branco...Que mico!



Escrito por Chris às 11:39:07 PM
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Oi, galera.

Aqui estou novamente com mais fotos pra vocês. Ainda não comecei a trabalhar aqui porque ainda estou recolhendo informações sobre a história do visto, que não é muito fácil. Meus tios foram para uma temporada no Sul da França (vão passar 3 meses por lá procurando o apartamento que pretendem comprar para se mudarem definitivamente) e eu estou morando praticamente sozinha aqui na Holanda (a não ser pela eventual companhia do Matijs, filho do meu tio, que dorme aqui de vez em quando porque fica mais perto do trabalho).

Bom, vamos começar com algumas fotos da minha casa...Essa é a sala de jantar.



Escrito por Chris às 12:07:23 PM
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A casa está meio bagunçada porque meus tios estão, aos poucos, se mudando para Juan Le Pain, na França. Então já estão encaixotando algumas coisas...

 



Escrito por Chris às 12:02:57 PM
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PS. Ainda não tirei uma foto do meu quarto porque está num estado lastimável...deixa eu arrumar direitinho primeiro.

 



Escrito por Chris às 12:01:14 PM
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Eu não sei quem estava sendo entrevistado, mas deve ter sido alguém bem famoso...

 



Escrito por Chris às 11:59:12 AM
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Gente, eu não agüentei. Eu tive que tirar essa foto...Olha o nome dessa loja!

 

 

 



Escrito por Chris às 11:53:27 AM
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Aqui na Holanda, o meio de transporte mais popular e mais incentivado pelo governo é a bicicleta, porque é barato, não causa maiores transtornos no trânsito e não polui o meio-ambiente. A hierarquia na rua é a seguinte: o pedestre tem a prioridade sempre. Em seguida, a bicicleta e depois os carros. Olha só como as ruas são divididas para carros e bicicletas...

 



Escrito por Chris às 11:44:20 AM
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Tem até sinal de trânsito pra bicicleta...Olha só que bonitinho!

 



Escrito por Chris às 11:42:16 AM
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Eu mesma já me arrisquei a umas pedaladas com a bike que titia me deu.

STOP!



Escrito por Chris às 11:40:57 AM
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Às vezes, pode rolar um pequeno engarrafamento de bicicletas...Quando você vai parar, virar à esquerda ou à direita, você tem que sinalizar com a mão para que a pessoa que vem atrás de você não bata. Parecido com as leis de trânsito mesmo.

 



Escrito por Chris às 11:39:24 AM
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Agora vocês me digam....e essas placas...Eu olho pra elas, elas olham pra mim...e faço uni-duni-tê e vou embora.

 



Escrito por Chris às 11:20:59 AM
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